sexta-feira, 20 de março de 2015

Da Série "Um pouco sobre mim" - Endometriose: Um mal muito comum, mas pouco conhecido!

Um pouco sobre mim - Endometriose, um mal muito comum e pouco conhecido...

SE VOCÊ TEM CÓLICAS FORTES OU CONHECE ALGUÉM QUE TENHA, LEIA ESTE POST!

Bom, falar sobre a endometriose é algo dolorido mas mais que necessário para mim. Este post será meio extenso pois quero contar o meu caso para vocês e quero que vocês saibam o que é exatamente, os sintomas e o tratamento pois eu sei que MUIIITAAAS mulheres sofrem de cólicas atormentadoras todos os meses, ou tentam engravidar a muito tempo e podem ter Endometriose mas nem imaginam, e acabam por tratar a dor da cólica de forma errada e isso pode agravar seu caso.

Primeiramente, A Endometriose e eu:
"O SEU ÚTERO SÓ PRESTA PARA APODRECER E TE CAUSAR DOR, VAMOS MARCAR OS EXAMES PARA PODER MARCAR A RETIRADA DO SEU ÚTERO E TROMPAS!"
Foi o que eu ouvi quando recebi o diagnóstico da situação do meu útero. Eu sempre tive cólicas absurdas antes, durante e depois do meu fluxo menstrual e apesar disso, eu não levei muito a sério o que o meu ginecologista disse. Decidi ir atrás de uma segunda opinião e o que eu ouvi? A mesma coisa. Ouvi isso de 3 médicos diferentes, especialistas em endometriose. Nunca pensei em ter filhos, não queria e meu marido também não queria, então tava tudo bem, mas quando soube que teria que tirar os meus órgãos, me bateu um desespero... Marquei a cirurgia e procurei não pensar em nada disso, simplesmente apaguei isso da minha mente pois eu não queria sofrer por antecipação.
Segundo os médicos, eu JAMAIS poderia ter um filho com meu útero naquelas condições. "é impossível engravidar com a gravidade do seu problema, esqueça!"
Porém em meados de agosto, depois de uma série de estranhas coincidências o meu fluxo atrasou 1 dia (o que é hiper normal para quem tem endometriose), mas eu resolvi fazer um teste de gravidez e adivinhem? Eu estava GRÁVIDAAAAAAAA!!!
Como? Eu sinceramente não sei.Eu não sou uma pessoa cristã e não acredito em milagres, a única coisa que eu acredito é: Quando tem que acontecer, acontece não importam as condições!
Hoje a minha filha tem 2 meses e alguns dias, nasceu simplesmente linda, perfeita, maravilhosa, um doce!
Ela me escolheu, escolheu meu marido e veio até nós para nos completar e de quebra deixou os médicos com milhares de interrogações na cabeça do tipo: MAS COMO?
Enfim, se você sonha em ser mãe então não desista! Se você ainda não engravidou, a sua hora vai chegar e quando você se desanimar, lembre-se deste post, lembre-se da minha história e do que os especialistas disseram para mim!
SE EU CONSEGUI, VOCÊ VAI CONSEGUIR TAMBÉM! NÃO DESISTA!!!


O que é?

Doença caracterizada pela presença do endométrio – tecido que reveste o interior do útero – fora da cavidade uterina, ou seja, em outros órgãos da pelve: trompas, ovários, intestinos e bexiga.

Todos os meses, o endométrio fica mais espesso para que um óvulo fecundado possa se implantar nele. Quando não há gravidez, esse endométrio que aumentou descama e é expelido na menstruação. Em alguns casos, um pouco desse sangue migra no sentido oposto e cai nos ovários ou na cavidade abdominal, causando a lesão endometriótica. As causas desse comportamento ainda são desconhecidas, mas sabe-se que há um risco maior de desenvolver endometriose se a mãe ou irmã da paciente sofrem com a doença.

É importante destacar que a doença acomete mulheres a partir da primeira menstruação e pode se estender até a última. Geralmente, o diagnóstico acontece quando a paciente está na faixa dos 30 anos.

Hoje, a doença afeta cerca de seis milhões de brasileiras. De acordo com a Associação Brasileira de Endometriose, entre 10% a 15% das mulheres em idade reprodutiva (13 a 45 anos) podem desenvolvê-la e 30% tem chances de ficarem estéreis.


SINTOMAS:
Existem mulheres que sofrem dores incapacitantes e outras que não sentem nenhum tipo de desconforto. Entre os sintomas mais comuns estão:

• Cólicas menstruais intensas e dor durante a menstruação;
• Dor pré-menstrual;
• Dor durante as relações sexuais;
• Dor difusa ou crônica na região pélvica;
• Fadiga crônica e exaustão;
• Sangramento menstrual intenso ou irregular;
• Alterações intestinais ou urinárias durante a menstruação;
• Dificuldade para engravidar e infertilidade.

A dor da endometriose pode se manifestar como uma cólica menstrual intensa, ou dor pélvica/abdominal à relação sexual, ou dor “no intestino” na época das menstruações, ou, ainda, uma mistura desses sintomas.


DIAGNÓSTICOS:
O diagnóstico de suspeita da endometriose é feito por meio de exame físico, ultrassom (ultrassonografia) endovaginal especializado, exame ginecológico, dosagem de marcadores e outros exames de laboratório.

Atenção especial deve ser dada ao exame de toque, fundamental no diagnóstico da endometriose profunda. Em alguns casos, o médico ginecologista solicitará uma ressonância nuclear magnética e a ecocoloposcOpia.

TRATAMENTOS E CUIDADOS:
Dois tipos de tratamento podem ser usados para combater as dores da endometriose: medicamentos ou cirurgia. Cada um deles tem suas especificidades, e cabe ao ginecologista avaliar a gravidade da doença em cada caso e recomendar o melhor tratamento. Vale lembrar que, dependendo da situação, ambos os procedimentos são feitos de maneira integrada.

    Tratamento cirúrgico:

Nesse procedimento, a endometriose é removida por meio de uma cirurgia chamada laparoscopia. Em alguns casos, é possível eliminar apenas os focos da doença ou as complicações que ela traz – como cistos, por exemplo. No entanto, em situações mais sérias, o procedimento precisará até remover os órgãos pélvicos afetados pela enfermidade. Dependendo das condições da doença, é possível recorrer a tratamento por laparoscopia, com laser.

Também é possível a realização da videolaparoscopia, na qual diagnosticará o número de lesões, aderências, a obstrução tubária e já tratar a doença.

    Tratamento com medicamentos:

Existem diversos medicamentos disponíveis no mercado para tratar a endometriose, como: analgésicos, anti-inflamatórios, análogos de GNHR, Danazol e Dienogeste. Atualmente também é possível reduzir os sintomas utilizando o DIU com levonorgestrel.

Antes de começar o tratamento, caso a paciente deseje engravidar, poderá ser indicado o encaminhamento para um Centro de Reprodução Humana, pois a melhor alternativa para a mulher que possui endometriose e deseja ter filhos é a fertilização in vitro. Isso porque a presença da endometriose não afeta as taxas de gravidez quando escolhido esse método.É importante compreender que não existe cura permanente para a endometriose. O objetivo do tratamento é aliviar a dor e amenizar os outros sintomas, como favorecer a possibilidade de gravidez e diminuir as lesões endometrióticas.
 

Espero ter ajudado com este texto, e que eu tenha conseguido deixar claro a importância de investigar o motivo de suas cólicas ou a dificuldade de engravidar...


Beijos da Jude!


2 comentários:

caroline sousa disse...

Nossa adorei seu post, eu não tenho Endometriose, maus conhecido uma amiga que tem, vou mostrar seu post a ela, pra poder ajuda-la, pois ela acha que também não pode ter filhos. Tenho certeza que esse post vai ajudar muita gente. Beijos e sucesso com o blog.

Jude Araújo disse...

Carol, você não imagina como eu fico feliz com isso! A intenção com este post é exatamente esta, incentivar as pessoas que tem endometriose a se tratarem e mostrar o sintomas para aquelas que nem imaginam o que seja, mas que podem ter desenvolvido a doença!

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